PALOPOmics
Unindo ciência e diversidade: construindo pontes entre as ciências ómicas e as populações africanas de língua portuguesa
Padrão de capulana, faixa de tecido estampada e colorida tradicional africana

Unindo ciência e diversidade: construindo pontes entre as ciências ómicas e os PALOP
As ciências ómicas identificam, descrevem e quantificam as biomoléculas e os processos moleculares que determinam a forma e a função das células e dos tecidos. Estas disciplinas têm sido fundamentais na geração de informação essencial para compreender a diversidade genética humana e a biologia subjacente a doenças complexas, como o cancro.
Contudo, o conhecimento produzido tem estado fortemente enviesado para populações de origem europeia, o que resulta numa lacuna significativa relativamente às populações de origem africana, em particular as da África subsariana. Esta lacuna é especialmente preocupante, considerando que as populações subsarianas apresentam uma diversidade genética cerca de 20% superior à das populações não subsarianas — um reflexo do facto de a espécie humana ter origem em África e de todos termos sido africanos durante mais de dois terços da nossa existência enquanto espécie.
A parceria PALOPOmics tem como objetivo a realização de estudos ómicos em amostras de africanos dos PALOP ou da sua diáspora, para que esta comunidade não fique de fora da caracterização ómica incipiente no continente africano. A comunidade dos países africanos de língua portuguesa (PALOP, na sigla portuguesa) inclui Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique, somando mais de 73 milhões de pessoas, dispersas de norte a sul e de oeste a leste da África Subsariana.
Os nossos estudos

Decifrando o cancro da mama Triplo-Negativo nos PALOP
Através da sequenciação do exoma completo (incluindo as regiões não traduzidas (UTRs) do genoma) de 30 amostras de Angola e Cabo Verde, realizámos o primeiro estudo genómico de cancro da mama triplo-negativo em doentes dos PALOP.

Construindo os modelos para estudos oncobiológicos na ancestralidade africana
Neste projeto estabelecemos linhas celulares tumorais derivadas de doentes com cancro de origem nos PALOP
Financiamento


